sábado, 29 de maio de 2010

Today is the last!

E os amigos? E os copos? E a diversão? E os abraços? E os beijos? E as gargalhadas? E os comentários? E os apoios? E os ombros? E a estúpida choradeira? E o "boraaa"?

É tudo o que de bom há na vida. 'Zimbora curti-la buééé, porque amanhã vêm as responsabilidades, e o "não posso", o "não devo" e o "estou cansada demais".

Ja não te quero! Quero é isto. Quero é viver. Quero é aproveitar. Porque sofrer por nada ou tão pouco, não vale a pena.

Cheers! Traz-me outro Bacardi, oh Carla.
Vive-a! Com força ;D.

sábado, 22 de maio de 2010

Inércia.

(22/05/2020)

Sexta-feira! Acordei às 11h da manhã, já atrasada! Tomei um duche rapidíssimo, como sempre foi meu hábito quando estou apertada com os horários. O chefe disse que havia reunião dali a meia hora... Recebemos um briefing de uma empresa nova que se quer lançar no mercado português de snacks. Ainda ensonada, sigo rápido por uma Lisboa algo congestionada pelo trânsito. Como eu, vejo dezenas de condutores a "bufar" devido ao atraso. Parece que nos atrasámos todos na mesma importante manhã! Felizmente encontro lugar perto do edifício da empresa... Mas ontem tive mesmo que me deitar tarde, para ultimar a inauguração do meu restaurante, que é já hoje! Dou a última trinca no meu croissant e ajeito minimamente o cabelo (sempre despenteado) enquanto vou no elevador.
O pessoal do escritório olha-me com ar de "já vais ouvi-las, com o teu atraso".
Depois da reunião, o chefe esquece-se da "pequena" repreensão que me diria caso a minha fluidez de ideias não estivesse em forma durante a reunião. Os senhores dos snacks sairam satisfeitos e com excelentes expectativas quanto ao nosso trabalho.
Vou sentar-me no meu escritório, a ouvir música, enquanto prepara o meu brainstorming individual, já que o prazo que nos deram não é muito grande.
Entretanto são 14.30h e nem dei pela hora de almoço passar. Toco no gabinete da minha always best friend para irmos ao Amoreiras Plaza almoçar umas Vitaminas e voltarmos em grande para trabalhar.

A meio da tarde, a Cláudia liga, para ter a certeza das horas a que começa a inauguração e perguntar se preciso de alguma coisa. Respondo-lhe para irem ter todos a minha casa às 19.30h e vamos juntos.
As ideias do grupo para a proposta estão fantásticas, o que me faz pensar que, há 12 anos atrás quando entrei para aquele curso, foi exactamente a escolha correcta.
Recebo um telefonema do restaurante a dizer que a florista não trouxe todas as quantidades que necessitavamos para logo à noite. Peço uma horinha ao chefe para ir resolver o assunto e com a ajuda do miúdo da organizadora de eventos, encontramos uma florista que talvez consiga as quantidades que faltam a tempo...
"Vôo" outra vez para a empresa para acabar o que tínhamos planeado para hoje. O dia parece pequeno para tantos acontecimentos... Mas a verdade é que isto é tudo o que sempre sonhei! Esta azáfama dá-me um gozo de viver que não conseguia ter de outra maneira. Não com uma vida mais calma, não como em Mação. Nem como estudante!...
18.35h, saio do trabalho com a Teresocas e aviso-a para ir ter a minha casa antes de ir para o restaurante, para irmos todos juntos.
Olho para o telemóvel e tenho dezenas de mensagens a desejar boa sorte para logo à noite. Abro apenas a tua para ver o que diz. Chegas mais tarde e levas duas pessoas... Com certeza.

Acabadinha de me vestir e arranjar, toca a campaínha. A Cláudia, o Pina, a Sara e a Constança, a filha mais nova da Cláudia, que quis ficar com a mãe. Os respectivos acompanhantes já seguiram para o restaurante, onde os encontramos dentro de, sensivelmente, meia hora, que é o tempo de me calçar e fazermos um brinde caseiro. A última a chegar é a Teresa, que ainda se vê no meu espelho duas vezes. Há coisas que não mudam. Nem passados quase 15 anos.
Saímos. São 20.32h. Os anfitriões são os quase os últimos a chegar. Sim, anfitriões. Apesar do restaurante ser meu, estes são a minha família mais chegada. E festa minha, é festa deles.

Com quase 50 minutos de atraso, entramos no restaurante. Exactamente como imaginei. Os meus amigos, os amigos dos meus amigos, os meus colegas de trabalho, alguns desconhecidos e curiosos que quiseram vir experimentar...
O começo de mais um pequeno sonho que tornei realidade e, depois de cumprimentar quase todos os presentes, ir à cozinha espreitar e certificar-me que tudo está a correr como esperado, relaxo e aprecio o momento.
Pego numa taça de champagne e vou ter contigo, ao fundo do restaurante, onde estás com as duas pessoas que falaste na mensagem. Cumprimento-os e convido-te a vir à rua, para um cigarro. Fazemos um brinde e continuamos a conversar.


(23/05/2010)

São 02.23h. Estou sentada na "salinha" da Teresa. Devia estar a estudar ou a fazer um trabalho ou qualquer coisa que contribuísse para o texto acima descrito. Mas não. Vou "Publicar Postagem" e convidar-me a ir à rua, para um cigarro. Fazer refresh nas páginas da internet e continuar a conversar.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"...I am sinking in this silence..."

É um autêntico Mundo. Um Mundo ambíguo. Tanto dá paz, como é uma autêntica guerra. Ou é pacífico, ou cheio de catástrofes naturais. Ou agradável, ou desagradável. Depende, literalmente, de que lado do Mundo estamos.
Agora carrego dois Mundos às costas. Um deram-me, o outro criei-o eu.
São ambos pesadíssimos. Custa-me mantê-los aqui em cima, mas tem que ser.
O primeiro, poque não se nega algo que alguém nos deu. O segundo, porque deu-me trabalho a criá-lo e agora não o vou mandar fora, assim do nada, mesmo sabendo que estou no lado mau.
No outro lado está tudo bem mais "levezinho", concerteza.

Mas melhor é meio Mundo em guerra consigo mesmo que o Mundo inteiro.

Enfim...

O silêncio é um Mundo.



Catarina M.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Um lenço, se faz favor.

Às vezes é melhor deixar correr o rio antes de mergulharmos para dentro dele "à bruta".
Ainda está frio e ele não vai a lado nenhum que seja novidade para nós. Vai parar sempre ao mesmo sítio.
Não há motivo para alarme ou pressas. Deixar vir a água quente e as correntes mais fracas é o melhor a fazer. Evitam-se as hipotermias ou o contágio de outro tipo de gripes causadas pelo fresco/frio/gelado. Ou então não nos perdemos, levados pela força da corrente (sem conseguir voltar à margem)...
E há órgãos do corpo que são frágeis a este tipo de doenças, nomeadamente o coração. Já o perder pela corrente, faz-nos entrar em pânico e ficar burros, sem força ou sentido de orientação.
Portanto, há que preservar o órgão, pensar bem para não nos perdermos e só mergulhar no rio quando estiver calmo, quentinho e acolhedor.
Se nunca ficar assim, calmo, quentinho e acolhedor, é devido ao aquecimento global. Que o torna estúpidamente frio e impenetrável.
E aí, é adaptar-nos, não mergulhar mais e deixar o frio de Janeiro tomar conta de nós. Não por fora, por dentro.
Há quem mergulhe antes do tempo mas fique só constipado. Se ainda for cedo, é sair e ficar quietinho, à lareira, a esperar pelos meses quentes. (Se eles vierem.)

Catarina M.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"E ficamos muitas vezes sem saber... O que fazer..."

"A paixão faz a pessoa deixar de comer, dormir, trabalhar, estar em paz.
Muita gente fica assustada porque, quando aparece, derruba todas as coisas velhas que encontra.
Ninguém quer desorganizar o seu mundo. Por isso muita gente consegue controlar essa ameaça, e é capaz de manter de pé uma casa ou uma estrutura que já está podre. São os engenheiros das coisas superadas. Outras pessoas pensam exactamente o contrário, entregam-se sem pensar, esperando encontrar na paixão as soluções para todos os seus problemas.
Depositam na outra pessoa toda a responsabilidade pela sua felicidade e toda a culpa pela sua possível infelicidade. Estão sempre eufóricas porque algo de maravilhoso aconteceu, ou deprimidas porque algo que não esperavam acabou por destruir tudo.
Afastar-se da paixão, ou entregar-se cegamente a ela - qual destas atitudes é a menos destrutiva?
Não sei." (Paulo Coelho)

Pois. Eu também não sei.
My head is a mess.

domingo, 2 de maio de 2010

Já fiz.

Não estou para escrever para os outros. Estou para escrever para ti.
Não estou para ouvir os outros. Estou para te ouvir.
Não estou para falar com os outros. Estou para falar contigo.
Não estou para filmes. Estou para os teus filmes.
Não estou para a televisão ou para o rádio. Estou para a tua imagem e para a tua voz.
Não estou para os dias que vão passando. Estou para o dia em que estiver contigo.
Não estou para divisões ou subtracções. Estou para somas ou multiplicações.
Não estou para me rir. Estou para te ver rir.
Não estou para chorar. Estou para que não chores.
Não estou para o Mundo. Estou para o teu mundo.
Não estou para o Sol. Estou para a luz que és.
Não estou para coisas simples. Estou para coisas complicadas.
Não estou para o seguro. Estou para o perigoso.
Não estou para a calma. Estou para a revolução.
Não estou para a pontaria. Estou para o tiro no escuro.
Não estou para o certo. Estou para o incerto.
Não estou para a paz. Estou para a luta.
Não estou para o fácil. Estou para o impossível.
Não estou para cair. Estou só a descansar.

Não estou para tudo. Não estou para nada. Estou para ti.
Catarina M.