quarta-feira, 21 de abril de 2010

... is nothing!

Esta é a história de uma miúda que levou um tiro. Uma espécie de tiro.
Ficou fraquinha, não conseguia respirar, não conseguia dormir, não tinha mais fome nem sede. Até a força se tinha esgotado. Menos a do coração, que batia forte. As mãos dela suavam e corriam-lhe as lágrimas. A dor e a raiva daquele momento tiraram-lhe o sentido a tudo. Os minutos pareciam horas, as horas dias, os dias meses...
A miúda não sabia para onde se virar, não sabia o que fazer. Estava caída e sabia que tipo de tiro tinha levado. Era um tiro limpo, sem margem de erro. Daqueles que, quando disparado, a maioria das pessoas se rende e desiste.
Mas a miúda não. Fez o que poucos conseguem fazer. Ignorou o tiro. Tirou a bala de dentro do peito, riu-se da bala e meteu na cabeça que não acreditava nela.
Estava pronta para ser baleada, porque nada era mais forte que do que aquilo que ela sentia naquele momento.

Então, ergueu-se e foi à luta. ;)

A bala tinha um nome: Impossível.

"O impossível não existe. É apenas uma grande palavra usada por gente fraca, que prefere viver no mundo como ele está, em vez de usar o poder que tem para mudá-lo, melhorá-lo. Impossível não é um facto. É uma opinião. Impossível não é uma declaração. É um desafio. Impossível é hipotético. Impossível é temporário. Impossível é relativo. Impossível é perigoso. Impossible is Nothing!" (César Venâncio)



Catarina M.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O início - Como vai ser depois?

Hello!
O tema deste blog é: não tem tema. Portanto, o que vou fazer aqui é, basicamente, escrever sobre o que me apetecer. Adoro escrever para o ar, embora não pareça. Sendo assim, este blog vai ser o meu balde de descargas mentais.

1ª Descarga: hoje tive numa casa a conversar com um pessoal altamente. E falámos numa coisa que é verídica e nunca me tinha apercebido da sua importância. A partir do momento em que deixamos a nossa família na nossa casa, vimos para outro sítio arranjar outra. Quase sempre maior, com pessoas que não têm (regra geral) nada em comum, com feitios completamente diferentes e com as quais vamos passar o quíntuplo do tempo. A minha "Família 2" não é muito grande mas é única. Diria mesmo perfeita. Todos importantes, à sua maneira. (detalhes) E no primeiro post vou falar deles mesmo, da minha companhia da semana. Começo pela "Irmã Mais Nova" (menos na idade). Aquela com quem passo o dia, que sabe tudo sobre mim, que me aconselha sobre as mais variadas situações, que tem uma cabeça de vento fantástica e com a qual me parto a rir. Provavelmente a única pessoa com a qual não tenho um parentesco directo mas em quem confiava a vida. Depois há a "Que Amor". Temos o pacto do alinhamento. Quando uma precisa, a outra não tem desculpa para lá não estar (excepto frequência). Das miúdas que mais odiei na vida e que agora considero das melhores pessoas do Mundo. Está para chegar a primeira pessoa que não a adore. O "Primeiro" - quando estamos mesmo mal, faz falta uma pessoa que assim que se ligue e oiça a nossa voz, já sabe exactamente o que se passa. Eu tenho o rapaz mais asseado do Mundo nesse papel. "Vamos?". A "1+2" é o elemento que está presente nas duas famílias e me conhece à mais tempo. Embora quase nunca concorde com metade das minhas acções e me dê bastante na cabeça, gosto muito dela. A "Novata", chegou há uns mesinhos, mas já a considero parte da"Família 2" e teve importância num infeliz episódio da minha vida. A "Pistola" sei que assim que precisar dela é só dar um toque (e ela igualmente). O "Middle" e a "Loirentejana" andam meio longe, mas também têm a sua importância.
Depois há outros "primos afastados" mas que não iria falar aqui só para parecer bem. Certamente saberão quem são.

Ok, depois desta descrição familiar detalhada, o que me faz mesmo pensar é isto:
(essencial) - quando deixei a "1" na terreola, não custou muito, pois aos fins-de-semana é só ir até lá... Mas quando isto tudo acabar e passarmos ao próximo nível? Aquele nível que eu sinceramente tenho muito medo de jogar, o "Real Life"... O que é que vai acontecer à "2"? Temos mesmo que ir cada um para seu lado?... Isto é tãããão fácil assim. Secalhar ainda é cedo para pensar nisto, mas eu não quero perder o que há agora. Os sorrisos, as equações fáceis da vida, as brincadeiras, a (quase) mínima responsabilidade... Meus MIÚDOS! Isto é o melhor que há! Não me apetece NADA ir a mais "algum lado". Acho que toda a gente concorda...

Wtv. Temos que aproveitá-la, que ela não dura sempre.
Um brinde aos meus, aos vossos e aos que valem a pena.


P.S.: Espero que seja do agrado de vossas excelências. Nem que seja só a partir do próximo.
P.S.2: Eu não sou mentirosa.