terça-feira, 20 de julho de 2010

"Something’s missing, and I don’t know how to fix it."


Há muitas praias neste Verão. Praias que se diz "Ya nunca lá vou.", praias que se diz "é perfeita" (e depois não é)... Praias para todos os gostos. Um dia conheci uma que tinha tudo. Aquele sumo natural perfeito, aquele vento que, apesar de fresco, nem se nota, sem areia no ar, dá para estender a toalha na boa, dá vontade de estar sozinha naquele sitio... Aquela praia que, à partida é excelente. Só que tem um "mas". "Mas", tem bandeira vermelha. Quem se arriscar a mergulhar naquela praia... Está sujeito a... Simplesmente nem ter coragem de entrar! Ou afogar-se!... Eu conheci essa praia. A praia perfeita MAS com o "mas" apegado. A praia tem tudo o que eu acho de perfeito. A praia que tem dos os atributos para ser perfeita! Tem o sumo, tem o tal vento, tem a falta de areia nos olhos, o sol queima bem, well, tem todos o pequeninos aspectos que uma praia tem de perfeito para mim. Mas não me deixa entrar na água. Sempre bandeira vermelha.
Eu tentei experimentar outras praias. Umas, em vez de sumos naturais, tinham caipirinhas óptimas. Outras, em vez daquele ambiente de solidão que apetece, tinham aquele pôr do sol perfeito para partilhar com amigos... Outras... Que não tinham nada, mas mergulhavas e nadavas sem qualquer problema. Já experimentei de TUDO.
Mas aquela praia.... Não a esqueço. Tem algo único! Tirando a bandeira vermelha. E as enormes ondas que rebentam nela... Tem tudo o que acho perfeito numa praia., mas que ao mesmo tempo é impenetrável.. E, mesmo assim, tentei mergulhar lá de cabeça.
Mas caí de chapa. Uma chapa enorme... E afoguei-me.

E a única coisa que espero agora... É: ou ser salva nesta praia, ou boiar até que alguém me reanime quando der à costa noutra.
Mas, de uma coisa tenho a certeza... Só volto a atirar-me quando a bandeira estiver verde. E tiver toda a confiança do Mundo para mergulhar.
Fora isso... Mais vale "ribeiras rançosas e cheias de lodo". ; )
"Whatever."

Catarina M.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"It's the stars... That lie to you."

Um dia, há bastante tempo, disseram-lhe que aquela era a estrela mais importante do Mundo. Que quando precisasse de orientação, a estrela estaria lá. Que à minima distracção, a estrela estaria lá. Podia ir onde fosse que a estrela estava lá na frente a guiá-la. Vendo os outros com as suas estrelas sempre presentes, não havia razão para não acreditar.
Até que um dia a estrela mostrou a face. E aquelas costas que sempre seguira nada tinham em comum com a face. A estrela encandeou-a com todos os raios da sua existência e, ao virar-se, mostrou a verdadeira parte da estrela. A escura. Sem qualquer brilho. Um autêntico buraco negro. Um astro desinteressante que nem para exemplo de Museu serve. Às vezes a escuridão torna-se bonita, mas quanto mais se aproximava da face da estrela, mais escandalizada ficava.
Aquela era a suposta estrela principal dela. Por mais estrelas que tivesse, aquela era a única que não lhe podia falhar. Mas afinal... Era só mais uma. Como outras estrelas insignificantes que há por esse enorme céu.
E, depois de se aproximar o mais que pode... Parou e pensou que ficava por ali. Nem mais um pingo de confiança naquela estrela. E, se aquela lhe falhara... Todas as outras lhe poderiam falhar.

Agora está "sozinha"... E acredita que está bem melhor assim. ; )

Catarina M.